04 setembro 2017

Vamos falar de Kpop?

Oi pessoal, tudo bem? Eu sou Jorge, amigo da Thalya, e hoje venho por meio desse blog falar sobre meu gênero musical favorito: o kpop.
Há um tempinho atrás ajudei a Thalya a fazer uma playlist no tema kpop, que é um dos gêneros musicais que mais gosto. Ela me disse que houveram comentários de pessoas interessadas em conhecer e dar uma chance, então hoje eu volto com um post mais completo, pra dividir com vocês um pouquinho do meu conhecimento na coisa. Talvez seja uma oportunidade para que mais pessoas conheçam ou deixem o preconceito musical de lado.
O post ficou bem grandinho, então dividi em tópicos, assim vocês podem pular pra parte que mais se interessarem. 

Antes de entrarmos realmente no assunto, vou colocar os pros e contras do kpop, vamos lá:
Pros:
- Melodias alegres e açucaradas, capazes de te deixarem de bom humor
- Videoclipes lindos que te deixam bobo só de olhar
- Existe muita variedade na sonoridade apesar de ser tudo o mesmo kpop
Contras:
- Não diferente do pop em outras partes do mundo, suas letras podem ser rasas ou até bobas
- Muito fácil enjoar de uma música, te obrigando a sempre estar buscando as novidades
- Pra quem gosta de colecionar cds como eu, os álbuns de kpop são pouco acessíveis e bem carinhos(apesar de valerem o preço).

Pra começar no assunto kpop, preciso dizer que hoje em dia é muito mais fácil ouvir qualquer música do gênero. Isso ocorre porque houve uma grande “ocidentalização” nos trabalhos musicais por lá, desse modo, muitas canções atuais soam como algo que ouviríamos nas paradas americanas, sendo a única diferença a língua cantada.
Exemplo:

Taeyeon – Make Me Love You



Quem acompanha o kpop há um bom tempo costuma definir as músicas que foram lançadas até o ano de 2012(2013 pra alguns) como “kpop raiz”, porque até esse ano as musicas tinham uma identidade muito única não vista em nenhum outro lugar do mundo, ou seja, o kpop verdadeiro, onde todas a criatividade artística dos coreanos podia ser notada e distinguida.
Alguns exemplos:

T-ara Roly Poly


2ne1 – I Am The Best



Como podemos perceber, são músicas com sonoridades bem únicas, muitas vezes difíceis de gostar logo de cara. É por isso que muita gente diz odiar kpop. Não vamos mentir para nós mesmos que é algo facilmente aceito para quem só ouve música pop ocidental, pois realmente é uma transição sonora brusca.
Os anos subsequentes ao de 2013 foram marcados pelo aumento gigantesco nas vendas digitais, por essa razão, os produtores e artistas passaram a entregar materiais cada vez mais semelhantes ao que se consome nas paradas musicais americanas, visando aumentar seus lucros e alcance de mercado. O kpop não deixou de ser kpop, mas parte de sua identidade se perdeu.
Eu costumo recomendar que as pessoas ouçam as músicas mais recentes primeiro e depois ir se aprofundando e buscando os pontos de referencia que hoje já são nomes consagrados por lá. Dessa forma você não terá tanta dificuldade em gostar do gênero.

Agora algumas curiosidades sobre o kpop:


Na Coréia do Sul, aqueles que desejam se tornar ídolos e participar de grupos precisam treinar durante algum tempo, as vezes, isso pode levar anos. Basicamente, o indivíduo se candidata em agencias locais, onde, se se destacar em algo, é selecionado. Uma vez selecionado, essa pessoa passa a ser treinada para se lançar como artista em algum projeto futuro dessa agencia. Lá ela treina dança, canto, postura e até expressão. Tudo para que possa vender uma imagem perfeita, tão presada por lá.
Acontece que a procura por agencias é muito grande, todo mundo quer ser ídolo. O resultado são pessoas que podem chegar a anos na fila de espera pelo sonhado debut.

Exemplo: Jihyo, do grupo Twice, treinou durante 10 anos até conseguir entrar em um grupo (cá entre nós, eu teria desistido em poucos meses).
Os contratos que os artistas assinam são bastante rigorosos, e só começam a reverter lucros reais para os próprios depois de uns bons anos se matando de trabalhar. A maioria sonha com uma estreia solo, coisa que raramente acontece e, quando acontece demora bastante também. Temos como exemplo a excelente vocalista Taeyeon, integrante do grupo Girls Generation, que só teve sua estreia em um projeto solo recentemente, mesmo estando há 10 anos no meio musical. Por essa razão, é muito difícil fazer carreira na Coréia, e é impossível não se encantar com a determinação desses jovens que abrem mão de muita coisa para alcançar seus sonhos.
Outra curiosidade é que os asiáticos são fãs muito devotos. Alguns chegam a  acompanhar trainees em sua jornada(trainee= nome que se dá a quem está treinando para entrar em um grupo).
No reality show sixteen, um survival onde apenas as melhores trainees ficariam até o fim para se lançarem em um grupo, vemos em vários momentos que algumas meninas já possuem fãs de longa data, sem sequer terem lançado uma música ainda.
A devoção não para por aí: é muito comum que os fãs conheçam a agencia pela qual seus ídolos são produzidos, existindo até uma certa rivalidade entre os fãs de uma agencia e outra. Por exemplo, a SM Entertaiment  é uma das, se não for a que mais lucra na Coréia com grupos como Girls Generation e EXO. Não costumamos ver alguém dizer algo do tipo “sou fã da Rihanna porque ela é da agencia tal”, logo, é algo realmente curioso de se ver.

A Coréia do Sul é um dos países onde mais se vende discos físicos, um grande diferencial já que vivemos na era digital, né? Por essa razão, se tem um grande capricho nos álbuns, que em sua maioria tem encartes belíssimos, cheio de fotos e brindes. Dá uma olhada nesse do Twice, que coisa linda:

Conceitos

Uma das coisas mais legais no kpop é a constante mudança de visual para acompanhar a proposta de uma música nova. Essas transições são definidas por conceitos, que são como subgêneros dentro do kpop. Por exemplo, “aegyo” é o nome que se dá para um conceito mais meigo ou angelical, suas músicas falam sobre uma garota jovem descobrindo uma paixão adolescente. Logo, o acompanhamento é um clipe igualmente fofo, com tons de cor que remetem à algo mais jovem(é um conceito bem problemático, mas isso deixo para outra discussão). Há também o “sexy concept”, que como o nome já diz, é sobre uma mulher descobrindo sua sensualidade. As músicas tem letras mais adultas e videoclipes com coreografias provocantes.
Aos poucos, nós descobrimos qual nosso conceito favorito e assim selecionamos os grupos, já que muitos seguem um padrão de acordo com o público alcançado. Mudanças radicais no conceito geralmente não obtém bons resultados na Coréia, pois uma vez que um grupo é apresentado de uma forma, as pessoas automaticamente associam sua imagem a aquele conceito. É tipo a transição de Hannah Montana para Miley que presenciamos. Os americanos não engoliram fácil haha.
As rádios americanas são muito reféns das tendências impostas e muitas vezes nos deparamos com músicas que soam totalmente iguais, o que se torna frustrante. São nesses momentos de frustração que eu agradeço por conhecer kpop, que apesar de também ter suas modinhas nos oferece mais variedade pra escolha. Hoje eu posso escutar uma música bem catchy, como essa:


E amanhã ouvir uma mais reggae, como essa:


Por que os grupos possuem tantos integrantes?

No kpop é muito comum vermos grupos com vários integrantes, o que muitas vezes nos intriga pois há músicas de curta duração em que, provavelmente, para que todos possam cantar, cada um vai ficar com apenas com uma frase.
Bom, pra começar, os grupos coreanos possuem algo não visto, pelo menos abertamente, nos demais ao redor do mundo: distinção de função. Diferentemente de uma banda onde temos um vocalista, baixista e por aí vai, nos grupos não deveria existir essa necessidade, pois o único trabalho dos integrantes é cantar e(as vezes) compor.
Acontece que nos grupos coreanos existe essa distinção, onde um integrante pode ser o “visual”, ou seja, o com aparência que eles consideram ideal.
Pera, então quer dizer que tem integrante só pra ficar, literalmente, de bonito?
Sim, e isso faz todo sentido pra eles. Lá, uma aparência considerada ideal deve ser enaltecida. Não quer dizer, necessariamente que esse integrante não saiba cantar nada, até porque se fosse assim ele nem seria selecionado. Mas as empresas usam dessa estratégia para que as pessoas foquem no principal atributo de cada um, assim escondendo possíveis falhas no vocal, dança, e por aí vai. Mas não se choquem quando verem um membro de algum grupo que mal canta uma linha nas músicas, porque esse integrante sabe bem sua função que, provavelmente, não é cantar muito.
Nos grupos há também os mais focados na dança, que são reconhecidos por isso. Mais comumente nos grupos masculinos, há os integrantes rappers, que fazem apenas essa parte da música.
A moda da rapline é algo que vem crescendo nos últimos anos, obrigando grupos que originalmente não tinham rappers a se virarem e botarem membros que sequer conheciam o gênero pra cumprir a função.
Enfim, as agencias coreanas acharam sua galinha dos ovos de ouro com essa estratégia. Para nós, isso pode não fazer nenhum sentido, mas pra eles é o que vende e vende muuuito.
Pra finalizar, aqui vão os grupos que mais gosto no kpop e um pouquinho sobre eles:

KARA


KARA foi o grupo que me fez viciar nesse gênero. Infelizmente, já está fora de atividade. As meninas fizeram parte da velha geração do kpop e contagiaram muita gente com suas músicas divertidas e dançantes.

Stellar


Meu grupo favorito do kpop que, após anos na luta em busca do sucesso, estão passando por grandes mudanças em sua composição. Donas de um ótimo catalogo, mas infelizmente mal administradas por sua agencia.

Girls Generation


O grupo que apresentou o kpop para o mundo, você provavelmente já ouviu falar delas. Apesar de serem consideradas superestimadas por muitos que acompanham o kpop, sua importância no meio é indiscutível. Após dez anos de carreira, um marco invejado na Coréia, as garotas continuam fortes e lançando músicas maravilhosas.

KARD


Meu grupo favorito entre os da nova geração. Eles inovam em sua formação, sendo um grupo misto(coisa rara de se ver) com músicas igualmente originais. Recentemente, KARD fez shows no Brasil, pois esse é um dos países com mais fãs deles. Legal, né?

Bom gente, é isso. Espero ter conseguido mostrar um pouquinho desse gênero musical e deixado vocês interessados em conhecer e acompanhar. Agradeço a Thalya pelo espaço e, até a próxima!

7 comentários:

  1. AAAAAAAA AMO KPOP! Sou do meio desde 2010 e o que minha mãe achou que era só uma fase, dura até hoje HUAHAUH tenho alguns álbuns, mas infelizmente gosto de grupos que estão em hiatus, como o After School, por exemplo, que vive no limbo. I am the best hino capopiano, né, bicho!!!! Também gostei muito do debut do KARD, lembrou bastante o Co-Ed lá de 2010 que não foi tão promissor! Amei o post, beijos

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  2. Que legal conhecer coisas novas, digo sempre que é muito bom experimentar o novo. Tenho um primo de 5 anos QUE AMA KPOP rsrs. Faz as danças, canta e tudo, para tudo o que ta fazendo quando esculta essas músicas. Adorei o post Jorge. Bjus!

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  3. Oie! Achei legal, conhecia só por nome mas não sabia de muitas coisas, nem conhecia essas bandas, só o Kard pq vi no Raul Gil haha. Achei bem legal, empolgante, parece que veio pra ficar esse estilo. bjs

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  4. K-pop não é estranho para mim desde 2008, tenho amigos que gostam do k-pop e do j-pop que por sinal até eu acebei ouvindo j-pop e fiquei viciada nas músicas da Yui. E eu acho bem legal apesar do k-pop não me conquistar tanto quanto o j-pop

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  5. Nossa, que legal esse post! O meu irmão teve uma fase em que era muito fã de Kpop, mas eu não acompanhei muito, então achei ótimo conhecer melhor esse universo. Realmente, na época eu não achava muito diferente do pop que curtimos aqui, mas agora entendi que se trata de uma fase mais atual.

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  6. Seu blog é lindo, meu deus! Apesar de escutar K-pop desde criança, minhas bandas orientais preferidas sempre serão as japonesas <3 Parabéns pelo post! Adorei o blog! <3

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  7. Oie!
    Eu nunca tinha ouvido falar nesse estilo musical, acredita?
    Talvez já até tenha escutado algumas músicas como essas, mas não sabia que se davam a elas o nome de Kpop. =)
    Apesar de não ter ficado muito interessada nas músicas, eu gostei de conhecer um pouco sobre esse estilo. Ah! não posso deixar de te parabenizar pelo post. Está bem explicativo ;)

    Bjos,
    http://helendutra.com/

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